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TCE alerta para alto custo de hospitais em MT; valor chega a R$ 880 milhões em obras

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, propôs, durante a sessão ordinária desta terça-feira (9), a abertura de uma mesa técnica para avaliar o funcionamento e o custo de todos os hospitais regionais do estado e do Hospital Central de Cuiabá, cujas obras somadas ultrapassam os R$ 880 milhões.

A iniciativa deverá ajudar a definir o modelo de gestão para os quatro hospitais em fase de conclusão (Alta Floresta, Confresa, Juína e Tangará da Serra) e reavaliar o que já foi entregue, caso do Hospital Central.

“Esse hospital não está funcionando como a gente imaginava. Já temos o balizamento do custo do Hospital Central, sabemos que será muito difícil a instalação e manutenção dos outros hospitais”, salientou Sérgio Ricardo.

O presidente ponderou ainda que o problema não é falta de estrutura física. “Não estamos precisando de paredes. Temos muitos hospitais que poderiam estar sendo utilizados em todo o estado, que já têm estrutura, já têm médico.”

O presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), conselheiro Guilherme Antonio Maluf, destacou que cada hospital precisa ter sua vocação claramente definida antes de entrar em operação, diante do peso que o custeio dessas unidades terá sobre as contas da saúde.

“Nos preocupa muito, primeiro, pelo volume financeiro a ser investido no custeio desses hospitais. Isso foi um direcionamento na saúde do estado, e se deixou de investir nos pequenos hospitais, que são os municipais. Grandes hospitais têm custos mais elevados. Tem que ser muito clara a vocação de cada hospital”, afirmou o conselheiro.

Fiscalização em curso

No fim de maio, Maluf fez uma inspeção in loco no Hospital Central de Cuiabá, administrado em concessão pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. A visita integrou a fase de monitoramento de um acompanhamento simultâneo especial aberto pelo TCE em 2025 sobre o contrato de gestão da unidade.

Na ocasião, a unidade operava com cerca de 40% da capacidade, com expectativa de chegar a 100% nos meses seguintes. A inspeção também foi acompanhada por integrantes da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa, motivada por denúncia sobre gastos de aproximadamente R$ 200 milhões antes do início efetivo das operações.



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