POLÍTICA

Pivetta reage a Lula, critica VLT e promete entrega do BRT até o fim do ano

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Conteúdo/ODOC – O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, respondeu às críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a paralisação das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. A declaração foi dada após repercussão de um vídeo em que Lula questiona a interrupção do projeto na região metropolitana.

Pivetta saiu em defesa da decisão do governo estadual de substituir o VLT pelo sistema de ônibus rápido (BRT), adotada ainda na gestão de Mauro Mendes. Segundo ele, a escolha levou em consideração aspectos técnicos e financeiros.

“O VLT em Cuiabá era inviável, completamente inviável. Pegamos esse projeto já iniciado e mal executado, um pepino”, afirmou o governador nesta sexta-feira (17).

O gestor também rebateu diretamente as críticas do presidente, ao questionar o conhecimento de Lula sobre mobilidade urbana. Para Pivetta, a decisão de mudar o modal foi necessária diante dos problemas herdados.

Ele ainda criticou a condução inicial do projeto do VLT, destacando que equipamentos foram adquiridos antes mesmo da estrutura estar pronta. De acordo com o governador, a venda dos vagões a outro estado ajudou a reduzir prejuízos.

Pivetta garantiu que o cronograma do BRT segue mantido e reiterou a previsão de entrega até o fim deste ano. “Nós vamos concluir. Vai estar solucionado definitivamente esse problema que deixaram para nós”, declarou.

Apesar de defender o modelo adotado, o governador mencionou que outras alternativas de transporte chegaram a ser avaliadas, mas apontou entraves como alto custo de implantação e manutenção, além da dependência de fornecedores específicos.

As declarações ocorrem após Lula criticar, na quinta-feira (16), a descontinuidade do projeto do VLT. Sem citar nomes diretamente, o presidente classificou a mudança como exemplo de desperdício de recursos e falta de continuidade administrativa. “O trem ficou parado e nada foi entregue à população”, afirmou.

O impasse sobre o modal de transporte reacende o debate sobre mobilidade urbana na região metropolitana de Cuiabá, que ainda aguarda a conclusão de um sistema estruturado de transporte coletivo.



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