POLÍTICA

Ex-secretário nega desvio de R$ 80 milhões e chama Abilio de “irresponsável” por denúncia

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Conteúdo/ODOC – O ex-secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge Fernandes, utilizou a tribuna da Câmara Municipal para rebater acusações envolvendo supostos desvios de recursos na Pasta e possíveis irregularidades em contratos da Educação. Durante o pronunciamento, ele classificou como “absurda” a afirmação de que teria ocorrido um desvio de R$ 80 milhões na secretaria.

Amauri afirmou que os processos de aquisição da Prefeitura seguem um fluxo técnico e jurídico rigoroso, passando pela Secretaria de Aquisições e Licitações (SAELC) e pela Procuradoria-Geral do Município (PGM), o que, segundo ele, inviabilizaria qualquer irregularidade dessa magnitude.

“Falar em desvio de R$ 80 milhões é praticamente uma irresponsabilidade. Não atinge apenas a mim, mas todo um corpo técnico da Prefeitura composto por profissionais efetivos e qualificados”, declarou.

O ex-secretário também negou informações sobre a suposta compra de livros ao custo de R$ 800 por unidade. Segundo ele, a Secretaria nunca adquiriu livros isoladamente, mas sim “soluções pedagógicas completas”, compostas por materiais didáticos, plataformas educacionais, formação continuada para professores e avaliações.

Ele explicou que houve apenas estudos para possível contratação futura de um sistema estruturado de ensino, chamado “Estelare”, mas que o contrato nunca foi concretizado. “Nunca compramos livro por R$ 800. O que existia era um teste de um sistema estruturado de ensino que sequer chegou a ser contratado”, afirmou.

Amauri ainda rebateu críticas sobre suposto excesso de compra de materiais pedagógicos e disse que os investimentos seguiram parâmetros da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), incluindo materiais voltados para crianças neurodivergentes.

Durante o discurso, o ex-secretário também fez críticas à situação financeira da Educação municipal e afirmou que a Pasta herdou dívidas superiores a R$ 100 milhões referentes ao exercício anterior.

Segundo ele, fornecedores de uniformes escolares, kits e empresas terceirizadas ainda não receberam pagamentos referentes ao ano passado. “Os uniformes e kits escolares que nós fizemos acontecer não foram quitados até hoje. Há empresas correndo risco de falência”, disse.

Amauri declarou ainda que deixou o cargo ao perceber um possível “colapso” administrativo na Prefeitura e negou qualquer irregularidade em processo judicial citado envolvendo sua atuação no Paraná.

“Não existe nenhuma acusação comprovada de desvio de dinheiro público ou sobrepreço. É um processo antigo, de mais de sete anos, sem qualquer condenação”, afirmou.



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