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Alvo de operação, deputado nega envolvimento em esquema de venda de sentença

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Conteúdo/ODOC – O deputado estadual Faissal Calil (PL), um dos alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (8), afirmou estar tranquilo em relação às investigações que apuram um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Ao falar com a imprensa após o cumprimento das medidas judiciais, o parlamentar disse que ainda não teve acesso ao conteúdo da decisão que motivou a operação, mas garantiu estar à disposição para colaborar com as autoridades.

“Não tenho ciência do teor dessa decisão. Estou aqui pronto para esclarecer todos os fatos. Quem não deve, não teme”, declarou.

A Operação Gemini é um desdobramento da Operação Sisamnes, investigação que teve origem a partir da análise do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá. Nesta nova fase, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, buscas pessoais e determinou o afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.

Além de Faissal, estão entre os alvos o desembargador afastado Dirceu dos Santos, o advogado Bruno Castro e outras pessoas citadas ao longo das apurações.

Questionado sobre uma suposta relação com investigados do caso, o deputado negou qualquer vínculo financeiro e afirmou que não manteve contatos com integrantes do Judiciário após deixar a advocacia junto ao Tribunal de Justiça.

“Não tem nenhuma transação econômica minha com ele. Isso não é verdade. Desde que eu saí do Tribunal de Justiça, eu perdi todo o meu contato. Eu simplesmente me afastei”, afirmou.

Faissal também ressaltou que entregou voluntariamente informações solicitadas pelos investigadores durante o cumprimento das diligências.

“Pode investigar o que for, eu estou muito tranquilo. Recebi a polícia com muita tranquilidade. Dei meu iCloud, fiz tudo que a polícia podia, eu fiz aqui para eles”, disse.

Segundo a Polícia Federal, a investigação busca aprofundar a apuração sobre a suposta negociação de decisões judiciais e a ocultação de recursos de origem ilícita. Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos alvos da operação acabou preso em flagrante. A identidade do investigado e as circunstâncias da prisão não foram divulgadas pelas autoridades.



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