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Secretário diz que inadimplência do IPTU e perda de receitas limitam investimentos da Prefeitura

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Conteúdo/ODOC – Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (2), o secretário de Economia de Cuiabá, Marcelo Bussiki, afirmou que a alta inadimplência do IPTU e a frustração de receitas enfrentada pelo município continuam impactando diretamente a capacidade de investimento da Prefeitura. Segundo ele, a situação afeta áreas como infraestrutura, manutenção viária e ampliação de serviços públicos.

De acordo com o secretário, embora a arrecadação do IPTU esteja cerca de 17% superior à registrada no mesmo período do ano passado, mais de 30% dos contribuintes ainda permanecem inadimplentes. Bussiki destacou que a ausência desses recursos reduz a capacidade financeira do município para executar obras e melhorias em diversas regiões da capital.

“A inadimplência supera 30% e a ausência desses recursos tem impacto direto nos investimentos da cidade. Tapa-buracos, infraestrutura e qualquer evolução em áreas da administração dependem de arrecadação. Quando há frustração de receita, isso acaba afetando a capacidade de investimento do município”, afirmou.

O secretário também revelou que a Prefeitura registrou, em 2025, uma frustração de receita de aproximadamente R$ 500 milhões. Segundo ele, além dos tributos municipais, a queda foi influenciada pela redução de repasses como ICMS, IPVA e Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Bussiki explicou que mudanças nos critérios de distribuição do ICMS, aprovadas em 2022, reduziram a participação de grandes cidades como Cuiabá na divisão dos recursos estaduais.

Apesar do cenário desafiador, Bussiki afirmou que a atual gestão vem adotando medidas para reorganizar as finanças municipais e ampliar a capacidade de investimento nos próximos anos.

Segundo ele, a Prefeitura já conseguiu inverter a lógica observada em gestões anteriores, passando a registrar crescimento da receita acima das despesas. “Hoje a receita está maior que a despesa. Estamos trabalhando para reduzir as dívidas herdadas e equilibrar as contas públicas. Esse processo vai permitir que Cuiabá volte a investir cada vez mais com recursos próprios”, concluiu.



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