POLÍTICA

Deputado diz que senador deve responder por crimes se suspeitas forem confirmadas

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Conteúdo/ODOC – O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) afirmou que o senador Ciro Nogueira deverá responder criminalmente caso sejam comprovadas as suspeitas investigadas pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master.

Presidente nacional do Progressistas, Ciro é alvo de uma investigação que apura supostos crimes financeiros e possível atuação em favor da instituição financeira no Congresso Nacional. Apesar de o PP integrar federação com o União Brasil nas eleições deste ano, Fábio afirmou que não há espaço para blindagem política.

“Quem cometeu crime no Brasil tem que pagar pelos seus crimes. Então, se for comprovado que o Ciro Nogueira cometeu crime, ele tem que pagar pelos crimes”, declarou o parlamentar.

Segundo as investigações, a Polícia Federal suspeita que Ciro apresentou uma proposta para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, medida que poderia beneficiar diretamente o Banco Master ao atrair mais investidores. Os investigadores apontam ainda que a minuta da emenda teria sido elaborada pela própria assessoria do banco.

Na semana passada, a PF realizou buscas contra o senador em operação autorizada pelo ministro André Mendonça. O Supremo Tribunal Federal também determinou medidas cautelares, entre elas a proibição de contato entre investigados. A defesa de Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade.

Fábio Garcia ressaltou que o processo ainda está em fase de investigação e que caberá à Justiça decidir se houve crime por parte do senador.

“Tem um processo aberto, ele vai ser investigado, pode ou não ser denunciado, e a Justiça vai fazer o trabalho final de poder condená-lo ou não”, afirmou.

O deputado também reforçou que a responsabilização deve ocorrer independentemente de partido político.

“Não interessa o partido que ele esteja, se está no PP, ou está no MDB, ou está no PL, ou está no PT. Quem cometeu crime no Brasil precisa pagar pelos crimes que cometeu”, disse.

Questionado sobre a permanência de Ciro na presidência nacional do PP durante as investigações, Fábio evitou opinar e afirmou que a discussão deve ocorrer internamente na legenda.

“Eu não faço parte do PP, não vou ficar dando pitaco no partido dos outros”, concluiu.



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