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Paraguaio é a terceira vítima entre três mortos em queda de avião em Mato Grosso

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Conteúdo/ODOC – A terceira e última vítima da queda de um avião em Água Boa (730 km de Cuiabá) foi identificada como Federico Antonio Gill Lopez, de 41 anos, natural do Paraguai. A aeronave é investigada pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento em uma operação clandestina ligada ao tráfico internacional de drogas.

A identificação foi confirmada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Federico era natural de Assunção, capital paraguaia, onde também residia.

Outro paraguaio que estava no avião já havia sido identificado como Luis Alberto Martinezz, de 44 anos. A Polícia Civil ainda apura o que os dois faziam na aeronave.

A primeira vítima identificada foi o empresário Vanderlei Sattler, de 65 anos, natural de Montenegro (RS). Ele seria o proprietário do avião e atuava como sócio-administrador de uma empresa de assessoria aeronáutica.

O Cessna 402 caiu no dia 10 de setembro. Conforme a investigação, a aeronave havia partido de Goiânia (GO) e tinha a Venezuela como provável destino.

Segundo o delegado Carlos Alberto Silva, informações repassadas por familiares de um dos ocupantes reforçaram a suspeita de que o grupo seguia para o país vizinho. A Polícia Civil também tenta reconstituir o trajeto dos ocupantes e analisa imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque.

“A aeronave decolou da cidade de Goiânia sem qualquer autorização de voo, sem documentação regular e sem um plano de voo devidamente aprovado”, afirmou o delegado.

O avião já havia sido apreendido pela Polícia Federal em 2017, em Goiânia, quando foram encontrados 67 quilos de cocaína. Cerca de quatro meses antes do acidente, a aeronave foi arrematada em um leilão promovido pela Justiça.

De acordo com o delegado, o comprador foi informado de que o avião não tinha autorização para voar no Brasil, não havia sido nacionalizado e não possuía matrícula brasileira nem certificado de aeronavegabilidade.

Compra do avião é investigada

A Polícia Civil também investiga as circunstâncias da compra da aeronave. Segundo Carlos Alberto, o valor pago chamou a atenção diante da situação financeira do comprador.

Parte da negociação teria sido feita em dinheiro, além da entrega de um veículo de alto valor para completar o pagamento. Conforme a Polícia Civil, o automóvel já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.

Para o delegado, a retirada do avião de Goiânia sem autorização de voo e sem documentação válida é mais um dos elementos que sustentam a suspeita de que a aeronave estivesse sendo utilizada em uma operação clandestina.



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