POLÍTICA

Júlio Campos estranha derrota de deputados da Baixada Cuiabana e aponta avanço de radicais

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Conteúdo/ODOC – O deputado estadual Júlio Campos (União) revelou ter participado de uma reunião política com outros três parlamentares que não conseguiram renovar seus mandatos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT): Eduardo Botelho, Paulo Araújo e Elizeu Nascimento.

Durante o encontro, o grupo analisou os fatores que levaram à perda de representatividade dos nomes ligados à Baixada Cuiabana, o crescimento de candidaturas com discursos mais radicais e os trâmites para o encerramento do ano legislativo.

Para Júlio Campos, a concentração de derrotas justamente na região metropolitana causa estranheza quando comparada ao desempenho do interior do Estado. “Nós estamos analisando o motivo, o porquê que só nós de Cuiabá perdemos a eleição. Coincidentemente, todos os deputados que não se elegeram, deputado Botelho, deputado Júlio, deputado Paulo Araújo, deputado Elizeu Nascimento, todos somos da Baixada, nenhum do interior”, destacou o parlamentar.

Ao avaliar o comportamento das urnas no pleito de outubro, Júlio Campos destacou que candidaturas de posições ideológicas mais extremadas obtiveram votações surpreendentes, superando quadros tradicionais da política mato-grossense.

O encontro serviu também como um momento de despedida e balanço final do mandato. “Então, é uma coisa estranha. Só os deputados com posições mais radicais tiveram votação além do esperado. Tem que analisar, fizemos hoje uma conversa política e uma perspectiva também da despedida, da saída, do encerramento do mandato”, afirmou.

Com o encerramento dos mandatos agendado para o dia 31 de janeiro de 2027, os deputados debateram a condução final do orçamento parlamentar. Júlio esclareceu que a indicação das emendas do grupo para o próximo ano precisará ser encaminhada via Presidência da Casa de Leis, garantindo a execução dos recursos em favor dos municípios e de suas bases.

“O mandato encerra dia 31 de janeiro, e foi discutido ainda o encaminhamento das emendas parlamentares do nosso direito para o ano que vem, que deve ser via Presidência da Assembleia. Isso porque no primeiro ano nós não temos emenda, o deputado que assume não tem emenda porque o orçamento deste ano é orçamento feito pelo deputado titular”, explicou.



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