POLÍTICA

Jayme critica negociação de candidaturas locais em troca de apoio na eleição presidencial

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Conteúdo/ODOC – O senador por Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil), subiu o tom contra as articulações de bastidores para as eleições de 2026 e rechaçou veementemente a estratégia do Republicanos. O partido tem condicionado o apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao recuo de candidaturas próprias do PL aos governos de pelo menos quatro estados, sendo um deles, Mato Grosso.

Para o experiente parlamentar mato-grossense, tentar engessar cenários regionais por meio de imposições nacionais desrespeita a soberania local. Jayme disparou que esse tipo de exigência “não é democrático”, não é republicano e “passa a ser negócio”, em clara alusão à transformação do cenário político em um “balcão de negócios”.

Jayme Campos — que é pré-candidato declarado ao Governo de Mato Grosso — não poupou críticas ao pragmatismo exagerado das cúpulas partidárias. Ele defendeu que os palanques regionais precisam nascer da escuta das bases e do eleitorado, e não de transações de gabinete.

“Não acho nada democrático isso aí…até porque seria o fim do mundo afastar candidaturas em detrimento do apoiamento para outro possível candidato à Presidência. Pra mim isso não é uma boa prática, isso não é republicano, isso passa ser negócio, e negócio em política não pode ser feito dessa forma”, disse o pré-candidato ao governo.

“Muitas vezes o que se faz é um combinado em termos de participação no governo, mas não negociando a candidatura de uma pessoa do quilate, do tamanho do Wellington Fagundes. Isso é muito triste. Lamentavelmente o cenário brasileiro está fazendo seus acordos e negociando nomes de possíveis candidatos”, disse Campos.

“Eu continuo defendendo uma política séria, leal e democrática, onde a sociedade seja ouvida e verdadeiramente respeitada. Transformar a vida pública em um balcão de negócios não se alinha com a democracia e não é o que o estado precisa. A população de Mato Grosso não é ingênua”, destacou o senador.

A legenda do governador Otaviano PIvetta impôs uma moeda de troca dura para marchar junto ao projeto eleitoral do senador Flávio Bolsonaro: exige que o PL abra mão de disputar o governo de estados estratégicos, como Minas Gerais, Espírito Santo, Acre e Mato Grosso.



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