POLÍTICA

Galvan rebate Fávaro e diz que ele usa a fé politicamente para pressionar o Senado

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O pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), criticou a declaração do senador e ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que afirmou que a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal teria sido uma afronta à “vontade dos evangélicos” e “do povo de Deus”. A fala ocorreu após o Senado barrar a indicação por 42 votos a 34, em uma decisão considerada histórica.

Em tom firme, Galvan rebateu o argumento. “Isso é conversa fiada. O Senado não está ali para carimbar a vontade do governo, muito menos para usar o nome de Deus como justificativa política. Cada senador votou de acordo com sua consciência, e isso precisa ser respeitado”, afirmou.

Galvan também criticou o que classificou como tentativa de instrumentalização da fé. “Não dá para misturar fé com conveniência política. Usar ‘povo de Deus’ como argumento para pressionar decisões do Senado é desrespeitar tanto a política quanto a própria religião”, disse.

O pré-candidato destacou que a rejeição demonstra independência do Parlamento. “Depois de mais de um século, o Senado mostrou que não é puxadinho de governo nenhum. Isso é a democracia funcionando, goste ou não”, pontuou.

Ele ainda apontou contradições no discurso de aliados do governo federal. “Agora querem posar de defensores da fé, mas apoiam manifestações que atacam cristãos. O brasileiro não é bobo, sabe diferenciar discurso de verdade”, disparou.

Galvan finalizou defendendo uma postura mais firme no Senado. “O Brasil precisa de senadores com posição, que não mudem conforme o momento. Eu defendo valores de verdade, sem oportunismo e sem usar a fé como ferramenta política”, concluiu.



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