Conteúdo/ODOC – O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), elevou o tom do discurso e entrou de vez no debate sobre a sucessão estadual de 2026. Ao admitir que seu nome está sendo construído dentro do partido para disputar o Governo de Mato Grosso, Emanuel afirmou que o Estado “precisa ser passado a limpo” e reforçou que pretende participar das discussões internas para viabilizar a candidatura.
A declaração foi dada nesta quinta-feira (2), em entrevista à Jovem Pan Cuiabá, poucos dias depois de receber um importante respaldo político do presidente estadual do PSD e senador, Carlos Fávaro, que classificou Emanuel como um dos nomes “competentes” da legenda para disputar o Palácio Paiaguás.
Sem anunciar oficialmente a candidatura, Emanuel afirmou que o momento é de construção política e de apresentação de alternativas para o eleitorado mato-grossense. “Estamos em um momento de pré-candidaturas. Isso fortalece a democracia e a sociedade, principalmente no Mato Grosso de hoje, que precisa ser passado a limpo”, declarou.
A movimentação ocorre em meio à disputa interna do PSD. Embora a médica Natasha Slhessarenko já tenha sido apresentada como pré-candidata e conte com o apoio da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), Emanuel afirmou que seu ingresso na corrida não representa uma tentativa de retirar o espaço da colega de partido.
Segundo ele, sua pré-candidatura nasce de um movimento das bases da sigla, que passaram a defender seu nome para a disputa estadual. “Não existe atropelamento de candidaturas. Todo mundo tem direito de colocar seu nome. Quero, inclusive, conversar com a Natasha para debatermos o futuro de Mato Grosso”, afirmou.
Nos bastidores, o fortalecimento de Emanuel ganhou ainda mais peso após as declarações de Fávaro. Em meio às críticas direcionadas ao prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o senador fez questão de destacar que o PSD possui dois nomes preparados para disputar o Governo: Emanuel Pinheiro e Natasha Slhessarenko.
Apesar do gesto de Fávaro, o cenário interno ainda está longe de um consenso. Natasha saiu na frente nas articulações por já contar com o respaldo da Federação Brasil da Esperança, enquanto Emanuel tenta ampliar sua base de apoio dentro do próprio PSD para chegar fortalecido às convenções partidárias.
Ao justificar sua entrada na disputa, o ex-prefeito afirmou que sua trajetória política e seu perfil de enfrentamento credenciam seu nome para liderar o projeto da legenda ao Governo do Estado. “O povo pede meu nome. Tenho minha história, meus serviços prestados e acredito que posso contribuir para debater a realidade do nosso Estado”, declarou.