POLÍTICA

Churrasco nas vésperas da eleição da Mesa Diretora de VG teria motivado ação do Gaeco

Published

on


 Conteúdo/ODOC – Um churrasco organizado pelo vereador Wanderley Cerqueira (MDB), presidente da Mesa Diretora no biênio 2025-2026 e que tenta reeleição para o biênio 2027-2028, teria sido o estopim para que o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) iniciasse as investigações que culmiram na operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira (20), contra possível atuação de uma organização criminosa em crimes contra a Administração Pública. 

À época, denúncia anônima apontava que Wanderley Cerqueira teria reunido 12 vereadores em uma chácara, dias antes da votação, para impedir mudanças de posicionamento e garantir apoio à sua candidatura. A suspeita é de que o grupo tenha sido mantido isolado para evitar interferências de adversários políticos.

Cerqueira venceu a disputa realizada em maio contra Lucas do Chapéu do Sol (PL), aliado da prefeita Flávia Moretti (PL). Entretanto, a eleição acabou anulada em maio pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), por ter sido realizada fora do período permitido.

Na ação de hoje são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços relacionados aos investigados nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.

Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá. A apuração tem como foco possíveis irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

Wanderley Cerqueira e outros vereadores em registro de maio deste ano

Nomes citados na investigação:

  • Wanderley Cerqueira (MDB), presidente da Câmara de Várzea Grande;
  • Rogério de França Martins, o Rogerinho da Dakar (PSDB);
  • Raul Curvo (Republicanos);
  • Gisa Barros (Podemos);
  • Cilcinho (PV);
  • Braz Jaciro (PSDB);
  • Alessandro Moreira (MDB);
  • Wender Silva (Republicanos);
  • Denival Galibert (PSB);
  • Miguel Angel (Cidadania);
  • Lucélia Oliveira (Agir);
  • Kleberton Feitoza (PSB);
  • Emerson Cesar (PP);
  • Ilde Taques (Podemos), presidente eleito da Câmara de Cuiabá;
  • Alex Rodrigues (Podemos), vereador de Cuiabá.

Também estão entre os investigados a diretora financeira da Câmara de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inha, conhecida como Lori, e o secretário legislativo Samir Japones (PL).



Comentários
Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Advertisement

SAÚDE

POLÍCIA

Advertisement

POLÍTICA

CIDADES

Advertisement

ESPORTES

MATO GROSSO

Advertisement

Trending