POLÍTICA

“Brasil sem exportação do agro é um país quebrado”, diz Leitão ao cobrar diálogo do Governo”

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Conteúdo/ODOC – Em entrevista ao programa “Direto ao Ponto”, da Jovem Pan News, o vice-presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Nilson Leitão, fez uma análise profunda sobre o momento atual do agronegócio e o mercado brasileiro.

O líder setorial alertou para os riscos da falta de diálogo institucional e destacou que o distanciamento do poder público prejudica diretamente a produção nacional. Para ele, o momento exige maturidade política para garantir a estabilidade econômica do país.

Leitão destacou a necessidade de a agropecuária ser tratada como um setor econômico estratégico, e não partidário, para evitar prejuízos à exportação e à economia nacional. Criticou duramente a postura do governo federal, sinalizando que a falta de interlocução direta unificada sobrecarrega os produtores.

“O governo ausente significa que ele quer conversar separado, mas quem acaba pagando o preço é o setor, que emprega, que gera renda. A política precisa resolver tudo isso”, afirmou o vice-presidente.

Ele disse que as divisões políticas não podem travar o avanço de um segmento que é o motor do Produto Interno Bruto (PIB). A dinâmica das discussões de mercado e as ausências em debates estratégicos também foram alvo de questionamentos durante a entrevista.

Avaliando o cenário de debates e articulações, Nilson Leitão defendeu a pluralidade de ideias, mas reforçou que o Executivo não pode se esquivar dos debates centrais. “A presença de um candidato de oposição à mesa é importante. Mas era importante o governo também estar presente”, cobrou a liderança.

O ponto mais contundente da entrevista foi a apresentação de dados e projeções sobre a dependência econômica do país em relação à balança comercial do campo.

O representante do IPA foi direto ao projetar as consequências de uma eventual crise nas vendas externas. “O Brasil, sem a exportação do agro, é um país quebrado”, sentenciou Leitão, evidenciando o peso das commodities brasileiras no cenário global.

Ao encerrar sua participação, o dirigente fez um apelo pela despartidarização do campo, defendendo que o alimento e a produção técnica devem ficar longe das disputas ideológicas.

Ele concluiu lembrando que o agronegócio alimenta bilhões de pessoas e sustenta a economia interna. “O Brasil precisa da agropecuária, que é um setor e não um partido político”, finalizou, resumindo o sentimento de união que a categoria busca para o futuro próximo.



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