POLÍTICA

Abilio nega perseguição e diz que vereador sem espaço “não vai à Prefeitura”

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Conteúdo/ODOC – O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), negou que esteja retaliando vereadores da base aliada que decidiram apoiar a candidatura de Ilde Taques (Podemos) à presidência da Câmara Municipal. Segundo ele, o atendimento às demandas dos parlamentares depende da proximidade e do diálogo com a administração.

A declaração ocorre em meio às articulações para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara, marcada por uma divisão entre parlamentares da base governista. Enquanto Abilio defende a reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL), parte dos vereadores decidiu apoiar Ilde Taques, que também integra o grupo de sustentação do prefeito.

Questionado sobre reclamações de vereadores de que pedidos enviados ao Executivo estariam deixando de ser atendidos após o anúncio de apoio a Ilde, Abilio negou qualquer tratamento diferenciado.

“Eu recebo o Ilde toda semana. Quase todo dia ele vai à Prefeitura conversar comigo. Se alguém está reclamando, é porque não está indo lá”, afirmou.

Entre os parlamentares da base que declararam apoio à candidatura de Ilde estão Michelly Alencar (União), Katiuscia Mantelli (Podemos), Dra. Mara (Podemos) e Eduardo Magalhães (Republicanos).

O prefeito também observou que parte dos apoiadores de Ilde pertence à oposição e, segundo ele, mantém pouca interlocução com a administração municipal.

“Tem vereadores que optam por não procurar a Prefeitura, não conversar com os secretários e não apresentar as pautas que defendem. Isso acaba dificultando esse relacionamento”, disse.

Apesar de afirmar publicamente que deixou as negociações sob responsabilidade dos vereadores, Abilio continua participando das movimentações políticas nos bastidores. Na última segunda-feira, ele esteve presente em um jantar que reuniu 14 parlamentares favoráveis à recondução de Paula Calil ao comando da Câmara.

O grupo também definiu o vereador Dilemário Alencar (União) como alternativa para a disputa, caso não seja alcançado o número necessário de votos para viabilizar a reeleição de Paula por meio de mudanças no regimento interno da Casa.



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