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Presidente da AL e prefeito são alvos de ataques na internet investigados pela Polícia Civil

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Conteúdo/ODOC – As investigações da Operação Stop Hate apontaram que o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, e o prefeito de Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá), Cláudio Ferreira, estão entre as principais vítimas de ataques virtuais investigados pela Polícia Civil.

A apuração, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), identificou uma série de publicações feitas em perfis do Instagram com acusações consideradas falsas, conteúdos ofensivos e materiais produzidos com uso de inteligência artificial para ridicularizar autoridades públicas.

Segundo a investigação, um dos perfis chegou a associar falsamente um secretário municipal de Rondonópolis a um homicídio, apesar de não existir qualquer investigação contra ele. Também foram divulgadas acusações sem comprovação envolvendo supostos casos de corrupção dentro da administração municipal.

No caso de Max Russi, os investigadores identificaram publicações que relacionavam o deputado a um suposto “testa de ferro” dentro da Prefeitura de Rondonópolis. Conforme a Polícia Civil, o termo foi interpretado como uma tentativa de atribuir ao parlamentar ligação com atividades ilícitas, causando abalo à honra do presidente da Assembleia.

A polícia afirma ainda que os conteúdos ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e passaram a configurar crimes contra a honra e perseguição digital.

As investigações levaram os policiais até uma empresa ligada aos perfis utilizados para disseminar os ataques. Com base nos elementos reunidos no inquérito, a Justiça autorizou buscas em endereços ligados aos investigados e a apreensão de celulares, computadores e mídias digitais.

Além disso, os alvos da operação foram proibidos de fazer novas publicações envolvendo as vítimas identificadas no processo e também não poderão manter contato com elas.

De acordo com o delegado da DRCI, Sued Dias Junior, a análise do material apreendido poderá revelar novas provas e aprofundar as investigações sobre os responsáveis pelos ataques virtuais.



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