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Diretor de agência, assessor e cinco vereadores são alvos de operação em MT; veja nomes

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Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Mesa Vazia, que mira um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene do programa SER Família Solidário, em Barra do Garças. Entre os investigados estão o diretor institucional da Agência de Regulação e Fiscalização (Agirf), Benier Marcos Silva, seu assessor Renato de Souza Soares, o “Renatinho”, e cinco vereadores do município.

Também são alvos da investigação os parlamentares Valdeí Leite Guimarães, o “Pebinha”, Adilson Tavares Lopes, Allankley Lopes de Souza, conhecido como “Alan Construtor”, Armando José de Brito e Elton Melo.

Benier Marcos ( diretor da Agencia)

A investigação apura o suposto desvio de benefícios enviados pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) para atender famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças e municípios da região.

Ao todo, foram cumpridas 47 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo telefônico e de dados, afastamentos de funções públicas e outras medidas cautelares.

Elton Melo

Benier Marcos e Renatinho foram afastados dos cargos por 90 dias.

Segundo a Polícia Civil, cerca de 13 mil cestas básicas teriam sido desviadas entre 2021 e 2025. Com valor estimado de R$ 150 cada, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 1,95 milhão.

Allankley Lopes de Souza

As investigações apontam que o esquema operava em dois formatos. No primeiro, as cestas eram entregues normalmente às unidades públicas, com toda a documentação exigida.

Já no segundo, considerado clandestino, as cargas eram desviadas para residências, chácaras, sedes de associações e outros imóveis particulares. Depois, os produtos eram redistribuídos entre integrantes do grupo, havendo suspeita de que parte deles fosse comercializada.

Valdei Leite Guimarães

A investigação começou após uma denúncia anônima recebida em fevereiro deste ano. Desde então, a Polícia Civil reuniu documentos da Setasc, depoimentos, imagens, comprovantes de transferências via Pix e conversas extraídas de aplicativos de mensagens.

Prisões foram negadas

Adilson Tavares

Embora tenha reconhecido a gravidade das suspeitas e a existência de indícios consistentes do esquema, o juiz Luis Felipe Lara de Souza, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, negou os pedidos de prisão preventiva dos investigados.

Na decisão, o magistrado afirmou que a Polícia Civil ainda não demonstrou risco atual que justificasse a medida extrema, como ameaça a testemunhas, interferência nas investigações ou continuidade comprovada dos supostos desvios.

Armando Brito

Apesar disso, destacou que o caso tem grande relevância social por envolver alimentos destinados a famílias em situação de vulnerabilidade e autorizou medidas cautelares para garantir o andamento das investigações, como buscas e apreensões, acesso a dispositivos eletrônicos, quebra de sigilos e o afastamento de agentes públicos.

Renatinho



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