POLÍTICA

Prefeita torce por investigação após fala de presidente da Câmara de Várzea Grande

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Conteúdo/ODOC – A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), cobrou nesta quarta-feira (25) uma resposta dos vereadores sobre a abertura de uma comissão processante contra o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), por suposta quebra de decoro parlamentar.

A medida, caso seja instaurada, pode levar à cassação do mandato do parlamentar. Segundo a gestora, a condução do caso agora depende exclusivamente do Legislativo municipal. “Cabe aos vereadores analisar, investigar e deliberar. Espero que a comissão seja instaurada e cumpra seu papel”, afirmou.

O embate ganhou força após a prefeita ingressar com uma queixa-crime no Judiciário, alegando ter sido alvo de declaração de cunho misógino por parte do vereador. Paralelamente, o diretório estadual do PL também protocolou pedido formal de cassação do mandato de Cerqueira.

A controvérsia teve origem em uma sessão ordinária realizada no último dia 17 de março, quando o presidente da Câmara utilizou o termo “leitear” durante uma discussão com o líder do governo na Casa, Bruno Rios (PL). A expressão foi direcionada à relação política entre o parlamentar e a prefeita.

O episódio gerou interpretações divergentes. Enquanto aliados da prefeita consideram a fala ofensiva e discriminatória, Cerqueira sustenta que utilizou um termo regional para caracterizar comportamento de bajulação, sem intenção de ofensa.

Na representação apresentada, os advogados Gilmar D’Moura, Leonardo Benevides Alves e Maurício Castilho Soares argumentam que a conduta configura violência política de gênero. A defesa também aponta que não se trata de um caso isolado, mencionando outras situações em que mulheres ligadas à administração municipal teriam sido alvo de declarações semelhantes.

O pedido protocolado na Câmara inclui a abertura de processo por quebra de decoro, a perda definitiva do mandato e o afastamento de Cerqueira de qualquer função relacionada à condução do procedimento.

O caso agora será analisado pelos vereadores, que devem decidir se instauram ou não a comissão responsável por apurar os fatos.



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