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IFMT debate estruturas que sustentam desigualdades de gênero na sociedade brasileira

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O Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) – Campus Cuiabá Coronel Octaíde Jorge da Silva promove, por meio do projeto de extensão “A arquitetura da desigualdade: por que ser mulher ainda é um ato de resistência”, um circuito de debates voltado à análise crítica das estruturas que ainda sustentam desigualdades de gênero na sociedade brasileira.

A programação terá início no dia 5 de março, às 9 horas da manhã, no campus, reunindo estudantes, servidores e comunidade externa em uma atividade que integra ensino, pesquisa e extensão. Realizado em alusão ao mês da mulher, o evento propõe um espaço de reflexão aprofundada sobre temas que permanecem urgentes no cenário nacional.

O circuito abordará questões como violência doméstica, feminicídio, assédio moral e sexual, desigualdade salarial e sub-representação feminina nos espaços de poder. A proposta é compreender esses fenômenos como parte de uma engrenagem social que historicamente organiza privilégios, silencia vozes e naturaliza assimetrias.

Coordenado pela professora doutora Christiany Fonseca, o projeto busca tensionar leituras superficiais sobre a temática e provocar reflexão estruturante dentro e fora da instituição.

“A desigualdade de gênero não é um desvio eventual da sociedade, é parte de sua arquitetura histórica. Quando a violência contra a mulher se repete em números alarmantes e a exclusão persiste nos espaços de decisão, não estamos diante de casos isolados, mas de um padrão estrutural. Discutir isso na instituição é assumir que a formação técnica precisa caminhar junto com a responsabilidade social e política”, afirma a coordenadora.

A atividade será desenvolvida em formato de exposições temáticas e debates abertos, estimulando participação ativa e ampliando o repertório crítico dos participantes. A iniciativa reafirma o papel do IFMT como espaço de produção de conhecimento comprometido com o enfrentamento qualificado das desigualdades e com a construção de uma cultura institucional pautada na equidade e nos direitos humanos.



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