POLÍTICA

Empresário no ramo de uniformes esportivos é um dos alvos de operação na Câmara

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Conteúdo/ODOC – O empresário João Nery Chiroli, dono da Chiroli Uniformes, em Cuiabá, é um dos alvos de mandados de busca e apreensão na Operação Gorjeta, deflagrada nesta terça-feira (27) pela Polícia Civil. A operação também cumpriu mandados e afastou o vereador Chico 2000 (PL) do cargo.

O O DOCUMENTO também apurou que o servidor da Câmara de Cuiabá Alex Jones Silva está entre os alvos. Ao todo, a operação cumpre 75 ordens judiciais.

A investigação apura um esquema de desvio de emendas parlamentares que teria causado prejuízo direto ao município, com foco no Legislativo Cuiabano e na Secretaria Municipal de Esportes.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria se associado para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a uma empresa, sendo que parte dos recursos era posteriormente “devolvida” ao vereador responsável pela destinação das emendas.

As ordens foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá e incluem 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

Também foram determinadas medidas de suspensão do exercício da função pública contra dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá e contra o vereador.

Ainda no âmbito da operação, foram fixadas três medidas cautelares diversas da prisão contra seis investigados.

Entre elas estão a proibição de manter contato entre si e com testemunhas; a restrição de acesso às dependências da Câmara Municipal de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Esportes; a proibição de deixar a comarca; além da determinação de entrega dos passaportes.

Como parte da decisão judicial, o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá estão proibidos de contratar ou nomear quaisquer dos investigados na operação.

Também foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 (seiscentos e setenta e seis mil, quarenta e dois reais e trinta e dois centavos) das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.

Entre as ordens judiciais está ainda a suspensão das atividades do instituto investigado, bem como a realização de auditorias pela Controladoria-Geral do Município em todos os termos de parceria firmados entre o órgão e a Prefeitura de Cuiabá.

O município também fica proibido de realizar qualquer tipo de contratação ou pagamento de valores às duas empresas investigadas.



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