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Momento em que 12º corpo é localizado em cemitério clandestino
Um cão farejador do Corpo de Bombeiros encontrou, nessa segunda-feira (13), mais um corpo enterrado no cemitério clandestino em Lucas do Rio Verde (a 334 km de Cuiabá). Este é o 12º cadáver localizado desde o início das buscas. A vítima ainda não foi identificada.
Segundo os bombeiros, uma equipe de 3 bombeiros militares e um cão farejador fazia os trabalhos no local e a cadela farejou algo em uma área previamente escavada. Após a indicação do animal, os agentes escavaram novamente e encontraram um corpo em estado avançado de decomposição, com sinais de esqueletização.
Como já informado pelo
, no cemitério clandestino foram encontrados seis ossadas e seis corpos, agora totalizando 12 vítimas. Parte dos corpos estava em processo de esqueletização. Até o momento, quatro foram identificadas por meio do método papiloscópico, que consiste no confronto das impressões digitais.
Foram identificados: Rafael Pereira de Souza e Andris David Mattey Nadales, de 19 anos, que foram sequestrados em janeiro deste ano; Wilner Alex de Oliveira Silva, de 29 anos, foi raptado no fim de dezembro do ano passado; e o jovem Mateus Bonfin de Souza, de 19 anos, natural de Lucas do Rio Verde.
CBM

Descoberta do cemitério
O delegado Allan Vitor Sousa da Mata explicou que a Polícia Civil já vinha investigando a localização da área motivada pelos registros de homicídios, sequestros e desaparecimentos em Lucas do Rio Verde, nos últimos meses.
Após diligências minuciosas e baseadas em informações levantadas durante as investigações, os policiais civis identificaram a área suspeita, próxima ao bairro Tessele Junior.
Identificação Técnica
A Politec orienta aos familiares de pessoas desaparecidas em Lucas do Rio Verde e região para que compareçam à delegacia de Lucas do Rio Verde, onde serão direcionados para a coleta de material genético em uma das unidades de Medicina Legal do Estado. O material é necessário para o confronto genético com as amostras biológicas das vítimas encontradas no cemitério clandestino do município.
Caso a pessoa desaparecida tenha realizado algum tratamento dentário, é aconselhável que a família obtenha com os dentistas o prontuário odontológico da vítima, especialmente exames de imagem (radiografias e tomografias, por exemplo), e o forneça ao IML.
Para a doação do material genético é necessário que o grau de parentesco dos familiares do desaparecido seja ascendente (pai, mãe, filho, ou mais de um irmão).
A coleta é simples e indolor, com uma espécie de cotonete, que é passado na parte interna das bochechas da pessoa. Os materiais biológicos coletados serão processados e inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos no laboratório forense da Capital.
Caso seja identificado um possível parentesco com os dados de alguma pessoa falecida, os peritos informarão a unidade de Medicina Legal de Lucas do Rio Verde, que entrará em contato com os familiares para que sejam realizados os procedimentos legais de liberação da unidade.