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“Judiciário manteve a autonomia”, diz Ilde após TJ barrar mudança no Regimento

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O vereador por Cuiabá e candidato à presidência da Mesa Diretora, Ilde Taques (Podemos), comemorou publicamente a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) que rejeitou a Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo prefeito Abílio Brunini (PL).

A medida do Executivo buscava alterar o Regimento Interno da Câmara para permitir a reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL). Para Taques, a manifestação do Judiciário representa uma vitória institucional para o Parlamento municipal.

“Fico feliz com a decisão. Na verdade, o Judiciário manteve a autonomia dessa Casa de Leis. A minha preocupação nunca foi a reeleição da atual presidente, mas sim, de tirar aí a autonomia do Poder”.

Ao analisar o impacto jurídico da decisão no cenário eleitoral da Casa, o parlamentar ponderou que a postulação da atual gestora sequer deveria ter sido colocada em disputa antes de uma alteração regimental válida.

“Eu não vejo como derrota, porque, no meu ponto de vista, a presidente nunca foi candidata, porque ela não pode. Hoje nós temos um Regimento Interno que veta a reeleição do atual presidente”, avaliou Ilde Taques, reforçando que as regras vigentes precisam ser integralmente respeitadas para garantir a estabilidade do processo de escolha interna.

Fortalecido após o julgamento no TJ-MT, o vereador destacou que mantém uma base sólida e projetou a ampliação do apoio entre os pares para a formação da nova chapa.

“Fiquei com o grupo coeso, com os 13 vereadores. Seria natural, neste momento, os vereadores que estão lá migrarem para cá. A tendência é esse número aumentar”, afirmou o candidato, indicando um movimento de atração de novos parlamentares ao seu bloco legislativo.

Apesar da disputa travada até o momento, Ilde Taques pontuou que continuará dialogando com todas as forças políticas no intuito de pacificar a Câmara de Cuiabá e construir um entendimento amplo. “Eu vou trabalhar até o último dia para a gente fazer um consenso e ter uma chapa única. Acho que é importante para o Legislativo, para Cuiabá, para os vereadores e também para a Prefeitura”, arrematou o parlamentar, sinalizando disposição para manter a governabilidade na Capital.



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